
Olá pessoal! Depois de longas férias nas montanhas do Himalaia, estou aqui, escrevendo no Portal!
Mas não é porque estive um tanto inativo aqui que deixei de apreciar as coisas boas da vida. Inclusive, não imaginam o quanto fiquei surpreso ao chegar um dia, cansado do trabalho, ligar a TV despretensiosamente e encontrar nosso amigo Chaves aprontando mais uma das suas!! Adivinhem... corri para pegar meia dúzia de besteiras para comer, acomodei-me confortavelmente no chão (estava sujo e suado demais para ir para o sofá) e fiquei lá, captando as vibrações positivas que emanavam da televisão naquele momento. Quando acabou o episódio, já me sentia muito mais revigorado, com baterias recarregadas.
Será que é só comigo ou o Chaves também faz isso com vocês?
Bom, pessoal, é dezembro. Natal, ano novo e época de assistir os especiais do Chaves dessas duas datas.
Mas cá entre nós, acho um tanto incompleto um especial de natal sem o Seu Madruga. Vocês entendem o que quero dizer? “ESPECIAL DE NATAL”. O nome “especial” já é, como podemos dizer.. ... bom.. especial. E o natal? Cara, o natal é uma data única, e talvez a mais “ESPECIAL”. Percebem agora? É um “mega combo” de coisas grandiosas e, no entanto, o “ESPECIAL DE NATAL DO CHAVES” (mais um elemento grandioso entrou no termo, vocês viram?) sofre a ausência do Seu Madruga. E o que acontece? O ESPECIAL DE NATAL DO CHAVES torna-se apenas o “especial de natal do Chaves”.
Mas nem por isso vamos desmerecer o episódio. Poxa vida, é lá que conhecemos a casa do Seu Barriga, o quarto do Nhonho e também vemos uma boa história, com um clima bastante gostoso. Lembro-me de quando era mais novo e o espírito do natal estava consolidado ao assistir o especial do Chaves. Quando terminava o episódio eu podia pensar comigo mesmo: “Ah, agora sim. É natal.”
Falando um pouco da casa do Seu Barriga, vocês já notaram o quanto que ela se parece com a Vila? A disposição das casas na Vila é exatamente a mesma dos quartos na casa do Velho Barriga. Vemos o quarto da D. Florinda à frente, no canto direito o quarto da Bruxa do 71 e, após um corredor, a porta dos aposentos da Chiquinha, sua “Biscavó” e o passarinho Soriano. Com exceção do Chaves, que dorme no quarto no Nhonho, no segundo andar da casa, o resto é a Vila transposta para a casa do Seu Barriga. Talvez uma estratégia para não descaracterizar muito o seriado, evitando causar estranheza aos fãs, mas na verdade, são apenas especulações.
O episódio se desenrola bem. É interessante ver a Vila em obras, nos primeiros minutos, e depois viajarmos para outro ambiente, até então só visto na imaginação de cada um de nós. Talvez o clima de natal contribua para o bom andamento dos processos. A carta para o Papai Noel, a brincadeira no sofá (que acaba quebrando a cadeira) e o pseudo-triângulo amoroso envolvendo o Prof. Girafales, Seu Barriga e D. Florinda. É gostoso ver o episódio, que só passa uma vez no ano, e por isso, torna-se bem menos manjado (e nunca enjoativo) para quem só o acompanha pelo SBT. Um dos poucos pontos negativos (além da ausência de Seu Madruga e Kiko) é o final. Sinceramente, por que o Chespirito não nos convida para a ceia de natal? Sempre, ao ver o final, sinto-me excluído da “turma”. O Chaves canta aquela musiquinha – muito bonitinha, diga-se de passagem – e depois se manda, deixando a gente parado lá, perto da árvore, sem poder ver nem participar da ceia de natal, que, diga-se de passagem, deve ser uma beleza... Seu Barriga não faria por menos, tenho certeza.
Já no Especial de Ano Novo, esses problemas já não acontecem. Ao contrário da ostentação e opulência do natal, esse episódio conta sobre uma comemoração de ano novo na casa do Seu Madruga. Como todos na Vila tinham que contribuir com algo, e Seu Madruga não tinha nada para oferecer, ficou acertado que sua parte na festa seria emprestar o 14, onde saudariam a chegada do ano que entrava. Esse episódio fala muito mais do que apenas uma comemoração de fim de ano. Ele fala sobre tolerância, compreensão, humildade, inclusão social e amizade. Onde mais vemos D. Florinda brindando na casa do Seu Madruga, não se importando com a total falta de conforto e celebrando a presença de todos? Uma das cenas preferidas de um amigo meu é quando o Seu Madruga improvisa um cinzeiro para brindar, por falta de copos para todos. Nada estraga a festa. É bonito ver a Vila reunida da maneira como o episódio nos mostra, com uma pureza única, livre de conflitos e preconceitos. O Especial de Ano Novo é mais do que só mais um episódio. É um exemplo, é exatamente aquilo que o Chespirito quer mostrar para as pessoas, que apesar de todas as diferenças, todos se respeitam e sempre deve haver um pouquinho de amor uns pelos outros, independente da classe social, cor ou crença.
Resumindo, se você conseguir abrir o ano que entra com o Especial de Ano Novo na casa do Seu Madruga, esteja certo que seu ano de 2007 já começou com o pé direito!
E para finalizar, um ótimo ano à todos, com cada vez mais Chaves e Chapolin nas telas! E lembre-se: depende mais de você, do que de qualquer outro, que seu 2007 seja um ano de sucessos e realizações!
Um grande abraço à todos!
Feliz Natal e Feliz Ano Novo!