Turma do Chaves
"Ninguém tem paciência comigo", Chaves
COLUNAS - EPÍSTOLAS DO BARRIL

Por trás das cacetadas

Por Marcelo

Olá, freqüentadores do Portal Turma do Chaves! Para esse mês, resolvi postar o primeiro artigo que fiz para o portal. Foi com esse artigo que conquistei minha coluna, através do concurso. Apesar de já tê-lo feito há algum tempo, ele é inédito por aqui. Com esse texto vocês podem me conhecer mais um pouco, saber mais sobre o que eu penso acerca de "Chaves", e se alguém tinha curiosidade de conhecer o artigo que me fez ser escolhido, aqui está! Um Abraço e boa leitura!

Tenho 21 anos (às portas de 22) de vida e cerca de 16, 17 anos de Chaves, e confesso que no começo ria das pauladas, das tortadas, dos coques e tudo mais que fazia "tééiinnnn" na sonoplastia. Porém, com o tempo, e principalmente depois que encontrei amigos que comungavam do mesmo gosto que eu, fui sabendo apreciar a verdadeira arte por trás de "Chaves".

Meu olhar foi se tornando mais clínico para a inocência das crianças, para o sentimento de carinho que Seu Madruga tem para com o Chaves, e de sua malandragem ingênua para não pagar o aluguel e foi a partir desses detalhes e tantos outros que a partir dos 16 anos de idade que passei a me divertir muito mais que antes.

Esses dias, na casa da minha namorada, estava assistindo ao episódio do "Peludinho", cão imaginário da Chiquinha. Putz, achei lindo aquilo... A forma como o Chaves embarcava na brincadeira de cachorrinho, a humanidade na ranzinza D. Florinda, a alegria e imaginação à toda prova da Chiquinha e tudo que circulou em torno do foco central. Estava eu ali, deliciando-me com um episódio que quase não passa, até que chega a irmã da minha namorada, um ano mais velha, faz uma cara de "que besteira", dá uma sacaneada e vai embora. Fiquei transtornado pensando: "Quem é ela, que não perde um capítulo de Maria Do Bairro, pra tratar assim o Chavinho?". Resolvi deixar de lado e continuar curtindo, até porque lembrei que o que ela via na TV era apenas uma menina cantando, um menino abaixado imitando cachorro e latindo. Mas eu via muito mais. Eu via inocência, beleza, pureza, graça, ternura e humor. Desde os 16 anos que não assisto Chaves da mesma maneira.

Dou risada das cacetadas, claro...Mas algumas frases do Seu Madruga me fazem rir mais. Lembram do discurso que ele faz pra reconciliar o Professor e a D. Florinda? Ele faz um belo monólogo, que impressiona e convence a todos, com poesia, drama, paixão. Mas na verdade a intenção dele é apenas conseguir faturar uns 100 Cruzados na moleza. Isso é Chaves. Humor, drama, surrealismo (quer coisa mais surreal que uma bola quadrada?), sacadas inteligentes e muito pastelão. Isso, isso, isso...