Turma do Chaves
"Não existe trabalho ruim, o ruim é ter que trabalhar", Seu Madruga
COLUNAS - EPÍSTOLAS DO BARRIL

Street Chaves: Violento demais ou simplesmente o máximo?

Por Marcelo

Olá, amigos do Portal Turma do Chaves, essa é minha primeiraparticipação como colunista no site, e sinto que uma apresentação, mesmo que breve, se faz necessária.

Meu nome é Marcelo Barbosa Duarte Brandão, nasci e moro em Brasília, tenho 21 anos, quase todos dedicados, entre outras coisas, ao Chaves e Chapolin.

Fiquei muito contente de ter tido a oportunidade de ter uma coluna própria no turmadochaves.com. Encontrei aqui uma boa estrutura e um público grande. Espero que vocês gostem do que vão ler a partir de agora!

A propósito, quaisquer sugestões, críticas construtivas ou simplesmente "olás", podem ser enviadas para o meu e-mail: mb_icarus@hotmail.com.

Agora, sem mais enrolações, fiquem com meu primeiro artigo, se Deus quiser, de muitos outros que virão.

Parem as máquinas!
Ok, podem rodar de novo.

Street Chaves: Violento demais ou simplesmente o máximo?

Lembro-me como se fosse anteontem quando vi pela primeira vez o jogo "Street Chaves", que acredito todos vocês já conheçam. Fiquei maravilhado com a homenagem e com a fidelidade ao seriado no que diz respeito aos cenários, os personagens, e as frases clássicas, sempre satirizando o jogo Street Fighter, o que fez nós, que temos mais de 16, 17 anos, mergulharmos em nostalgia. Os movimentos meio quadrados dos personagens, os erros crassos de português nos diálogos e as "zerações" dão um ar um pouco thrash, o que torna a brincadeira mais gostosa ainda

Resumindo, eu sinceramente recomendo à todos uma prestigiada nesse jogo tão bem bolado por um fã de Chaves, como eu e você.

Porém, chegou aos meus ouvidos, contado por um passarinho verde (suspeito ser o Soriano, um boateiro e fofoqueiro de primeira, assim como sua dona), que o Mestre Chespirito não apreciou como nós a novidade. Alegou violência demais no jogo.

Segundo essas fontes obscuras e de credibilidade discutível, o jogo atravessou fronteiras rapidamente e foi parar adivinha onde? Sim, no México, onde mora e trabalha o criador de alguns dos melhores personagens de programas infantis.

Eu me lembro também que muitos, assim como eu, gostariam de saber a opinião de Bolaños sobre o "Street Chaves". Eu daria meu CD do Evaldo Braga para ser um Churrumino e estar lá, na sala do homem, vendo suas reações quando ele estivesse vendo o jogo pela primeira vez.

O que será que ele faria? Será que coçaria a cabeça, faria uma careta de horror, tornaria a coçar a cabeça e em seguida iria até o telefone, dizendo: "Conchita, cancele todos os meus compromissos de hoje", e então ligaria para seus advogados?

Será que depois de breve pausa para reflexão, Bolaños escolheria o Chaves e jogaria até zerar, reiniciaria com outros personagens, sempre rindo muito entre um golpe e outro? O que será que o dono de tudo que conhecemos dentro de "Chaves" e "Chapolin" faria?

Violento? Devo reconhecer que sim. Afinal, o Seu Madruga aplicando um "Shouri-yu-ken" no Chaves não é algo que eu esteja acostumado a ver, tampouco a Chiquinha tirando sangue do Kiko com uma voadora. Mas o que é isto senão um alargamento de fronteiras, uma homenagem à toda prova? Feliz do criador, que teve a idéia e pôde colocar em prática, arrancando elogios e conquistando admiradores por todos os cantos.

E digo mais: Não foram poucas as pessoas que já tinham deixado Chaves pra trás, num canto escuro e empoeirado da memória, e que, ao terem contato com o jogo, relembraram e readquiriram o gosto e a admiração pelo seriado, tão importante na infância de 99% das crianças dos anos 80 e 90.

Ou seja, "Street Chaves" cai muito bem para fãs de Chaves e Street Fighter, além de todos que curtiram um, ou os dois clássicos. E cá entre nós, sempre que assumo os controles do jogo sinto-me um pouquinho dentro da Vila, interagindo com os personagens e dando rumos a uma nova aventura.

Portanto, Chespirito, amamos cada vez mais seus personagens cada vez que jogamos "Street Chaves". A cada voadora da Chiquinha, a cada chute alto do Seu Madruga, a cada especial da Bruxa do 71. Se você ainda não conhece, procure saber. E sem preconceito, abrace a idéia. Se você já conhece, me diga o que achou, por favor! Eu preciso saber!